A Gestão do Conhecimento pode ser entendida como a criação do contexto capacitante, que se traduz na adoção intencional de um conjunto de esforços, tecnologias e habilidades voltadas a estimular, identificar, compreender, criar, organizar, difundir e reutilizar o conhecimento.


Gerar este contexto por sua vez, implica na construção colaborativa de um conjunto de medidas, condutas, processos, ferramentas e procedimentos, com objetivo de promover a institucionalização de práticas e iniciativas que, conduzidas adequadamente irão criar e multiplicar o uso efetivo do conhecimento. Portanto, a Gestão do Conhecimento visa o alcance de melhores resultados, alinhando-se com o foco organizacional, departamental, processual ou em caráter pontual conforme as necessidades da organização.


No ambiente organizacional, a Gestão do Conhecimento sugere a construção de uma proposta de um estilo de gestão alinhado com a estratégia da organização, voltada à valorização da produção, retenção, utilização e proteção do conhecimento como capital imaterial, bem como aos cuidados com o saber, com seus detentores e com a aprendizagem.


Um programa de Gestão do Conhecimento deve:


  1. Considerar as pessoas e a cultura organizacional;
  2. Atender os objetivos estratégicos da organização;
  3. Focar-se nos principais interessados, no trabalho e nas forças atuantes no segmento de atividades;
  4. Construir uma cultura do conhecimento voltada à aprendizagem contínua;
  5. Considerar que as pessoas numa organização constituem o ponto central mais importante, uma vez que concentram o capital intelectual, patrimônio imaterial de uma organização;
  6. Facilitar a criação, uso, transferência e alavancagem do conhecimento tácito das pessoas;
  7. Considerar a importância da tecnologia, reconhecendo como imprescindível para a disponibilização de uma infra-estrutura que agregue suporte e facilite práticas de gestão do conhecimento;
  8. Considerar os fluxos de conhecimento da organização e a relação deles com os processos, e vice-versa;
  9. Valorizar a interação entre as pessoas como elemento de estímulo da aprendizagem, bem como a criação, transferência e uso do conhecimento, reconhecendo o valor da experiência;

Assim, a implantação da Gestão do Conhecimento no ambiente da Sefaz, consiste em uma proposta de criação de um contexto capacitante, objetivando disponibilizar condições favoráveis ao surgimento de iniciativas colaborativas, a serem organizadas e implementadas pela organização, com foco no aprendizado, criação, disseminação, compartilhamento, codificação e reutilização efetiva do conhecimento, contemplando ações individuais ou coletivas.