Elas são multitarefa. Com profissionalismo, dedicação e um jogo de cintura que parece inerente à alma feminina, se desdobram para conciliar os cuidados com a família e a carreira profissional, superando preconceitos para ocuparem seu espaço. Pesquisa feita pela Superintendência de Estudos Econômicos (SEI), da Secretaria do Planejamento, sobre o mercado de trabalho na Região Metropolitana de Salvador mostra que das 47 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho em 2016, 31 mil eram mulheres. A pesquisa revela ainda que a participação feminina cresceu de 46,6% em 2015 para 46,9% em 2016. Na Secretaria da Fazenda, são 998 servidoras, o que equivale a 42,39% do quadro de funcionários. Dentro desse grupo de fazendárias, muitas delas exercem cargos de chefia e mostram que talento e competência independem de gênero. A seguir, alguns exemplos.

Luiza Amélia Machado, superintendente da SPF/Sefaz

Formada em música e administração de empresas, a superintendente de Coordenação Técnica e Financeira para o Desenvolvimento (SPF), Luiza Amélia Machado, conta que as questões de gênero não foram empecilho para que ela obtivesse sucesso profissional. Em sua trajetória, ocupou diversos cargos de chefia, como no Baneb, no BNH Rio, no BNH Bahia e também na Sefaz, onde atuou na antiga Assessoria de Planejamento de 1987 a 1989, e retornou em 2015, quando a SPF passou a integrar a estrutura da Fazenda.

“Nunca senti dificuldade ou sofri preconceito no ambiente de trabalho por ser mulher. Ao longo da minha carreira profissional, fui trabalhando com seriedade e, aos poucos, conquistando reconhecimento profissional. Não me recordo de ter tido problemas por causa das questões de gênero”, afirma.

A intensa rotina profissional não impediu que Luíza Amélia estivesse sempre presente na criação de seus dois filhos. Ela fez questão de participar ativamente das atividades realizadas pelas crianças, principalmente da vida escolar. “Contava com o apoio da minha mãe, que me dava retaguarda na criação das crianças. Eu mesma levava e buscava meus filhos na escola, participei de comissão de pais, de grêmio estudantil. Fiz tudo isso com muito prazer”, relembra.

Nilma Reis, diretora da UCS/Sefaz

Ao longo de sua trajetória na Sefaz, a auditora fiscal Nilma Reis de Oliveira, diretora da Universidade Corporativa do Serviço Público – Unidade Fazenda (UCS), exerceu a função de chefia em diversos setores. Graduada e mestre em Ciências Contábeis, e ainda especialista em Administração Pública e Auditoria Fiscal Contábil, Nilma foi, durante dez anos, gerente de Mercadorias em Trânsito (DPF/Getra) e gerente de Ações Especiais (Gerae) da Coordenação de Fiscalização de Petróleo e Combustíveis (Copec). Atuou na Assessoria da SAT por sete anos e era uma das integrantes do grupo que coordena o Programa Sefaz On-line.

“Quando assumi meu primeiro cargo de chefia, eu era a única gerente da DPF, no meio de outros dez homens. No começo, me senti um pouco desconfortável, mas, por ser a única mulher, os colegas tinham um imenso cuidado comigo, sempre fui muito bem acolhida”, conta. A fazendária afirma que dar conta de todas as atribuições, profissionais e familiares, exige muito planejamento e dedicação. “Não foi fácil conciliar o cuidado com os filhos com a vida profissional. Mas sempre fiz questão de almoçar em casa para aproveitar este tempo com eles e ver se chegaram bem da escola, e de sentar à noite para fazer a tarefa de casa junto com eles”.

Para Nilma, o diferencial da liderança feminina é a união da força da mulher à sensibilidade e capacidade de perceber os detalhes. “Hoje em dia, já é reconhecido que as mulheres possuem maior capacidade de perceber as sutilezas e nuances, são mais detalhistas e cuidadosas com as pessoas. Além de conseguirmos desempenhar as mesmas funções que os homens, a liderança feminina apresenta este diferencial”.

Manuela Martinez, coordenadora de Qualidade do Gasto Público (CQGP/Sefaz)

Responsável por coordenar a área que realiza o controle da Qualidade do Gasto Público do Estado, Manuela Martinez considera que as mulheres são mais exigidas no mercado de trabalho e a todo momento precisam comprovar sua competência para obter credibilidade. Formada em Administração, a gestora ocupa cargos de chefia há seis anos, tendo atuado como diretora de Material na Secretaria da Administração (Saeb) e como diretora Geral da Secretaria da Saúde (Sesab). Na Sefaz, Manuela está à frente da CQGP há quase um ano.

“Por ser mulher, a gente acaba tendo que demonstrar mais a nossa capacidade e a nossa competência do que o homem. Não basta ser competente, você tem que provar isso o tempo todo. Temos que mostrar sempre em dobro para sermos respeitadas como profissionais”.

Manuela se prepara para mais um desafio como mulher, a espera de sua primeira filha. “Agora o desafio vai ser grande, pois serão três turnos de trabalho”, afirma.

Fonte: Ascom Sefaz