Um seminário reunindo cerca de 120 gestores e servidores de todas as áreas da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), no auditório da Dat-Metro, em Salvador, marcou nesta terça-feira (31) o lançamento oficial do Programa de Gestão do Conhecimento (PGC). A iniciativa tem como objetivo salvaguardar as informações técnicas e operacionais da organização para compartilhamento futuro, e será viabilizada com recursos do Programa de Modernização e Fortalecimento da Gestão Fiscal (Profisco). O  PGC terá a sua execução inicial sob a orientação de uma consultoria externa especializada no tema, e deve ser concluído em dezembro de 2018.

Ao fazer a abertura do evento, o subsecretário João Aslan agradeceu aos servidores pela expressiva participação no seminário e ressaltou a importância do tema para a Secretaria. “Nós já temos algum trabalho desenvolvido de Gestão do Conhecimento, já caminhamos nesse sentido, mas existe ainda uma lacuna grande que precisamos preencher e por isso estamos aqui para lançar o programa. Sei que podemos enfrentar algumas dificuldades, que são naturais, mas temos que estar prontos para superá-las. Acredito que quanto mais pessoas tiverem acesso ao conhecimento técnico especializado melhor vamos poder desempenhar nossas atividades”, afirmou.

A consultora Rose Longo, PHD em Transferência de Tecnologia na Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e mestre em Biblioteconomia pela Universidade Dalhousie, no Canadá, fez uma palestra sobre o tema para os fazendários e depois explicou como serão as etapas de desenvolvimento do PGC na Secretaria. “A Gestão do Conhecimento é um modelo de gestão estratégica que procura identificar qual é o conhecimento relevante que pode gerar valor nas organizações. Esse conhecimento que é relevante às vezes está na cabeça de poucas pessoas, às vezes está mal organizado, mal sistematizado, e isso faz com que a organização pública ou privada não faça uso daquilo que ela tem para gerar diferenciais competitivos e pra ganhar valor”, afirmou.

Segundo Rose Longo, quando a organização começa a pensar em fazer um processo de gestão do conhecimento, ela está buscando identificar quais são as lacunas de conhecimento existentes, ver onde se esse conhecimento está guardado e quais são as pessoas detentoras desse conhecimento quando este não está escrito em lugar nenhum. “Existem duas dimensões do conhecimento. Aquele que é tácito, ou seja, está na cabeça das pessoas e nas práticas organizacionais, e o outro que já está publicado mas que muitas vezes está em vários lugares e, quando você precisa, leva muito tempo para encontrar. Aí entra a gestão do conhecimento, que vai identificar, classificar, organizar, sistematizar e compartilhar essas informações para que a organização funcione melhor e gere melhores resultados”, salientou.